Minhas Publicações

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Vereadora Cloreci Ramos Matos presta homenagem aos 25 anos do PSDB NO RIO GRANDE DO SUL na sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Mampituba no dia 17/06/13
Acompanhe seu discurso:


              O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) foi fundado em 25 de junho de 1988. A decisão do nome foi adotada, de forma inusitada, numa votação na Assembléia de criação reunindo 1.178 pessoas. O PSDB é social-democrata de largo espectro.
              No cenário em que nasceu - final da década de 1980 - o PSDB já assimilou a nova postura dos partidos social-democratas em vários países. Incluindo, além das reformas sociais, o combate à desigualdade e a busca da justiça social, que são bandeiras permanentes, os temas da reforma do Estado, da necessidade de derrotar a inflação e da inserção do Brasil no mundo em transformações.
              Entre os pontos fundamentais do programa do PSDB estão a ética na política; a pregação do parlamentarismo; o compromisso com a democracia e a qualificação desta como política social, econômica e participativa; as descentralizações das políticas sociais e o controle da sociedade sobre o Estado.
O PSDB no Rio Grande do Sul
              Na fundação nacional do PSDB já participaram algumas lideranças gaúchas. Assinaram a ata oficial de fundação do partido o então senador José Paulo Bisol; os deputados federais Vicente Bogo e Hermes Zanetti; a deputada estadual Ecléa Fernandes, o ex-deputado João Gilberto Lucas Coelho e o então presidente da Confederação dos Professores do Brasil (CPB), Tomaz Wonghon.
              Atualmente permanecem filiados Vicente Bogo e Tomaz Wonghon.
Já nas eleições municipais de 1988, ano de sua fundação nacional, o PSDB gaúcho elegeu o prefeito de Taquari, Celso Martins, além de vereadores em vários municípios.
Em 1990 e 1994 o PSDB gaúcho participou de coligações vitoriosas para o Governo do Estado, elegendo o Vice-Governador João Gilberto (1991-95) e Vicente Bogo (1995-99). Foram eleitos deputados federais pelo partido Jorge Uequed, Rui Nedel, Adroaldo Streck e Ezidio Pinheiro. Paulo Vidal foi eleito deputado estadual.
             Em 1998 o PSDB gaúcho elegeu o suplente de senador Hermes Zanetti; os deputados federais Yeda Crusius e Nelson Marchezan; e os deputados estaduais Adilson Troca e Jorge Gobbi.
             Em 2002, o partido elegeu os deputados estaduais Paulo Brum, Ruy Pauletti e Sanchotene Felice, além de reeleger a deputada Federal Yeda Crusius.
             Em 2006 foi o ano histórico para o PSDB gaúcho. A grande vitória da Governadora Yeda Crusius foi contemplada com a maior bancada na Assembleia Legislativa. Foram eleitos deputados estaduais Adilson Troca, Coffy Rodrigues, Jorge Gobbi, Nelson Marchezan, Paulo Brum, Pedro Pereira e Zilá Breintenbach. Para a Câmara Federal foi reeleito Júlio Redecker e Ruy Pauletti. Com o falecimento de Redecker em julho de 2007, assumiu o deputado federal Cláudio Diaz.
             Em 2010, o partido elegeu para a Câmara Federal o deputado Nelson Marchezan Júnior e para a Assembléia Legislativa reelegeu Adilson Troca, Pedro Pereira e Zilá Breitenbach, além de eleger as jovens lideranças Lucas Redecker e Jorge Pozzobom.
             Recentemente Elisabete Felice assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa.
             O PSDB tem hoje mais de 88 mil filiados no Rio Grande do Sul.
             Em 2012 elegeu 21 prefeitos, 25 vices-prefeitos e 253 vereadores.
Em abril de 2013 realizou a sua Convenção Estadual, renovando seu diretório Estadual elegendo Dep. Adilson Troca como presidente.
             Em maio de 2013 a Convenção Nacional realizada em Brasília elegeu Sen. Aécio Neves como presidente.
O Tucano
Em abril de 1988, numa das reuniões preparatórias da formação do PSDB em Brasília, a representação de Minas Gerais propôs que houvesse um símbolo para simplificar a identificação do partido e facilitar sua comunicação. O símbolo sugerido pelos mineiros foi um tucano.
Após acalorada discussão, a proposta foi aprovada pela evidência das razões apresentadas. A figura do tucano tem três importantes significações:
1.       O tucano de peito amarelo lembra a cor da campanha das eleições diretas. O amarelo era a cor símbolo da luta pela redemocratização do Brasil;
2.       O tucano é um dos símbolos do movimento ecológico e da defesa do meio ambiente;
3.       É uma ave brasileira, característica importante para indicar nossa preocupação com as realidades nacionais de nossa terra e de nosa gente.
              A figura do tucano tornou-se o símbolo e a marca do partido. Passou a ser intensamente utilizada nas campanhas de comunicação. E os resultados amplamente positivos de sua utilização. Atestados por pesquisas de opinião pública, confirmam o acerto da decisão tomada.


Vereadora Cloreci Ramos Matos defende na tribuna da sessão da Câmara de Vereadores nesta segunda feira, dia 17/06/13 Frente Parlamentar contra a violência através do requerimento 023/2013.
O Brasil é quarto colocado na pesquisa Mapa da Violência 2012: Crianças e Adolescentes, que realizou um levantamento dos países com as maiores taxas de homicídio (em 100 mil) de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. Atrás apenas de El Salvador, Venezuela e Trindad e Tobago, o país tem uma taxa de 13 homicídios por 100 mil jovens.
Estes dados assustadores nos fazem refletir sobre o que cada um de nós pode fazer para mudar esta trágica realidade. E diante disso eu conclamo a todos para que denunciem, exerçam seu papel de cidadão!

“ O objetivo da Frente Parlamentar é mobilizar a comunidade e capilarizar as ações e fazer alguma coisa pelas vítimas da violência, que muitas vezes sofrem caladas e que não recebem qualquer tipo de amparo do poder público.
- As metas são tentar regulamentar o artigo 245 da Constituição, trabalhar para combater a impunidade e, principalmente, formar uma grande rede, pública e privada, de acolhimento às vítimas da violência.” (Zilá Breitenbach deputada estadual PSDB RS autora da Frente Parlamentar na Assembléia Legislativa do Estado do RS)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Leia mais um pouco da História do Livro " Mampituba e Você..." Org. Cloreci ramos Matos

3.0 - ORIGEM DAS COMUNIDADES
Neste capítulo será apresentado o processo de formação das comunidades, origem, primeiros moradores, entre outros fatos interessantes, que nos revelam a maneira da construção, principais vultos responsáveis pela organização e desenvolvimento social, educacional, cultural, político e religioso nas principais etapas na trajetória da vida comunitária.
3.1 – COMUNIDADE DE COSTÃOZINHO
Quem inventou este nome Costãozinho para a comunidade, foi o Sr Valdomiro Moraes e o Sr. Marciano Ireno Cardoso, porque a região era chamada pelo nome de costão da Praia Grande, fundada aproximadamente em 1880 segundo os moradores, as famílias que iniciaram este povoado foram: João Jacinto Lopes, José Francisco Pereira, Ireno Francisco Cardoso, Manoel Tomaz Martins, Manoel Sérgio de Matos, Bernardino de Oliveira, Luis Tomé de Oliveira, Luis Francisco, José Francisco, Francisco Sérgio de Matos, Antônio Pereira, José Cristiano, Júlio Ireno, Matias Lopes (pai), Manoel Oliveira, Inácio Wensceslau Scheffer, Frauzino de Oliveira, Bernardino de Oliveira, Marciano Ireno Cardoso, eram agricultores na sua maioria, alguns descendentes de imigrantes alemães vindos para o Brasil por volta de 1826. Outros de origem açoriana. Todas estas famílias eram católicas de profundo sentimento religioso. Neste tempo não existiam igrejas, as famílias  se reuniam  para rezar na propriedade do senhor Marciano Ireno Cardoso. Era raras às vezes que vinham padres nesta comunidade e quando vinham em média de seis em seis meses, instalava-se nesta propriedade, onde eram bem recebidos e a eles eram oferecidos cama e alimentos, também paravam Professores e Religiosas que vinham na comunidade para ministrar a catequese. Os padres normalmente vinham no dia anterior a cavalo, no dia seguinte era rezada a missa, sempre pela manhã. Antes da missa não podiam se alimentar. Somente duas horas após.
O antigo cemitério da comunidade foi doado pela família Lopes, ali existia uma capelinha feita com pedras de construção onde rezavam terços e onde mais tarde foram enterrados o senhor João Jacinto Lopes e sua esposa.
 Em 1930 foi fundada a 1ª igreja participando desta construção toda a comunidade. Participaram com dinheiro, mão de obra e madeira: Marciano Ireno Cardoso, Matias Pedro Scheffer, João Lopes, Jacinto Ireno, Júlio Wensceslau Scheffer,Tomaz Martins, Manoel Frauzino de Oliveira, Francisco Cristiano, José Barduíno, Marciano Cardoso filho e Manoel de Oliveira.
Os primeiros padres que celebravam missas nesta comunidade foram: Pe. Jorge Annecken, grande Missionário e Líder social nascido em 21/04/1976, Pe. Jacó Dal Pozzo – nascido em 1914, personalidade forte, liderou esta comunidade por vários anos, participou das organizações do povo, nas construções que a comunidade fez. Pe. João Humberto Sachet, Pe. Henrique, PE. Mariano Calegari, Pe. Ricardo camati, PE. Antenor e outros.
Em 1945, inaugurada a capela Santo Antônio, Dona Marieta Chaves dooua esta capela todas as parnamentas.
15/10/45 – inauguração de um sino de 109 quilos.
31/01/1948 – foi fundada a sociedade na capela de Costãozinho, esta causou comentários e até atitudes um tanto rebeldes.
 Mais tarde a comunidade crescendo e se desenvolvendo aunmentando o número de famílias sentiu a necessidade de construir uma outra igreja, com mais espaço, foi então que após muitas reuniões, no ano de 1967 foi construída  a nova igreja onde são rezadas as missas e realizadas todas as cerimônias religiosas das famílias da comunidade. O presidente era o Senhor Manoel João Lopes e quem construiu foi o senhor João Rodrigues, conhecido por João Porcina.
Pessoas que merecem ser lembradas pela comunidade pelos trabalhos prestados, catequistas: Inicialmente pelas Irmãs religiosas que vinham de Torres, depois pelas pessoas da comunidade, entre elas: Ana de Matos, Ana Lentz, Santina Matos, oníria Schirutis e Ana Generoso. Os primeiros professores foram: José Jacob Lentz, Zenaide e Ana de Matos.
O senhor Francisco José Hoffmann conta que antigamente na comunidade não existia eletrificação rural, esta só chegou até a pracinha da comunidade no ano de 1965 no governo municipal de Pedro Cardoso Duarte (1963 – 1969). Na fundação da comunidade por volta de 1941 houve uma procissão e uma santa cruz, houve reza até o meio dia e a tarde uma bagunça.
As diversões dos finais de semana eram: baile, serenatas, domingueiras, carreiras de cavalos e bico de peixeira. As alimentações eram comidas típicas, como: charque seco assado na brasa com pinhão socado no pilão e café. A fonte de renda da população era a produção de cana de açúcar, onde existiam na comunidade mais de 20 engenhos para produzirem o açúcar mascavo, e a cachaça que era vendida aos tropeiros vindos da região da serra. As famílias plantavam e colhiam de tudo: café em grão, milho, feijão, arroz, aipim, batata doce, batata inglesa, verduras e criava suínos (porcos) galinhas, gado, vaca leiteira.
 Costãozinho fica localizado a 03 quilômetros da Sede do Município. No início do povoado as pessoas dedicavam-se a produção de cana de açúcar e outras plantações, hoje somente existe o engenho de cana de açúcar do Sr. Pedro Luís, uma atividade bem rústica que ainda preservam como antigamente. Hoje tem como principal economia a extração da pedra grés, onde 50% das pessoas trabalham nas entre safras com esta atividade. É um trabalho artesanal, rústico, as pessoas já estão conscientes da importância da prevenção. O que é plantado em grande quantidade na região dos vales da comunidade é o arroz irrigado, na parte de cima – nos morros existe a plantação de bananais e também hortifrutigranjeiros.
A comunidade é composta de 178 famílias e muito participativas. Existem várias entidades entre elas: clube de Mães Santa Bárbara, Esporte Clube Estrela do sul, Associação dos Extratores Minerais, Conselho Administrativo, comércio bem estruturado com lojas, mercado, fábrica de roupas, açougue, caixa aqui.
O Santo padroeiro da comunidade é Santo Antônio, festejado no 2° domingo de junho. No mês de novembro são festejados os santos: Santo Izidoro, doado pela família de Manoel Frauzino de Oliveira, Nossa Senhora Aparecida doada pelos familiares de Valdim Joaquim do Nascimento.
A comunidade está situada numa várzea ao sul costeada por morros, onde se vislumbra a cascata da Jovita, de extraordinária beleza, com vegetação nativa, de fácil acesso aos visitantes. Na região alta, o belvedere na propriedade do senhor José Wenscesla Scheffer, onde se avista toda a cidade de Torres e arredores.    

  

domingo, 16 de junho de 2013


APRESENTAÇÃO

            O município hoje Mampituba emancipou-se de Torres que por sua vez, emancipou-se de Osório que por sua vez emancipou-se de Santo Antônio da Patrulha, portanto nossa região até 1956 fazia parte do município de Santo Antônio da Patrulha, assim sendo, baseada no livro Presença Açoriana em Santo Antônio da Patrulha e Rio Grande do Sul de Vera Lúcia Barroso, temos que os nomes: Teixeira, de Jesus, Machado, Ferreira, Cardoso, Duarte, Borges, Pereira, Silveira, Faria, Monteiro, Martins, Costa, Oliveira, Coelho, Ramos, Rosa, Santos, Rocha, Rodrigues, Matos, Barros, Lopes, Borba, Nunes, Gonçalves, Conceição, Souza, Nascimento, Quadros, Espíndula, Melo, Ribeiro, Bitencourt, Bernardes, Pacheco, vieram respectivamente das Ilhas açorianas.
            Como se deu essa chegada? Não podemos esquecer que a atual região de Mampituba era caminho de tropas, de luso brasileiros e açorianos de número ou esparsos que vieram de Desterro (Florianópolis) e de Laguna Santa Catarina. Em busca de sobrevivência através de terras onde pudessem se estabelecer. Convém ainda citar que nos depoimentos orais encontramos informações de que descendentes de luso açorianos que vieram de Laguna para Santo Antônio da Patrulha e retornaram se estabelecendo aqui em Mampituba.
            O ideal seria localizar os nomes dos primeiros Açorianos que por aqui chegaram e se estabeleceram. Isso requer um outro trabalho de fôlego nos arquivos da Cúria.
            Iremos através deste registro relatar como se formaram as comunidades do município de Mampituba, ano aproximado de formação das primeiras comunidades, e a forma como aconteceu esta trajetória, com base em historiadores que já escreveram sobre estes assuntos, através de pesquisa de relatos orais, de pessoas idôneas, para que possamos ter um melhor entendimento de nossas origens e da contribuição dos nossos antepassados com a história do nosso povo.
            “... É possível que a partir de 1730, já eram conhecidas nossas serras, principal atalho para os tropeiros com suprimentos através do porto de Laguna, por terra ou por mar através do rio Mampituba com acesso ao porto da Colônia “ hoje Dom Pedro de Alcântara” ou mesmo através do morro dos conventos em araranguá. Esta passagem mais tarde foi também responsável por nossas relações comerciais onde vendíamos todos os produtos aqui produzidos ou cultivados para os gaúchos e mesmo para o norte do País.
              Nossas terras segundo a história do próprio país eram super povoadas por indígenas, em épocas bastante próximas ao descobrimento do Brasil.Por estarmos aqui situados, onde dificilmente os navegadores subiriam mais rumo ao sul, temendo os fortes ventos que sopravam nesta região. As trilhas eram feitas normalmente costeando o rio, seguia em direção a Roça da Estância, pedra Branca ou subiam as seguintes serras: Faxinal, Faxinalzinho, ou serra do Cavalinho na pedra Branca. Única trilha para tropeiros, no entanto já havia na época alguns atalhos por dentro da mata, mas isto só para índios ou algumas pessoas com bastante conhecimento em sertania.” (1) (Ronsani, Gilberto. P.40)
 
           
Por ocasião da Revolução farroupilha (1835-1845) uma senhora com o sobrenome Nascimento, proprietária da fazenda “Estância Grande” localizada na Azulega que fica entre Cambará do sul e tainhas, abriu posse em terras do governo, abaixo da serra do cavalinho à esquerda do rio Mampituba. Para cá enviou escravos e as primícias do rebanho: cavalos, gado, etc. A esta posse foi dado o nome de Roça da Estância. Com o passar dos tempos mais pessoas vieram morar nos arredores de Roça da Estância.
            No livro de Ruchel (Torres Origens, p.75) está registrado que  nos anos 1840 já passaram por esta região revolucionários da guerra dos farrapos.
            “...Ao longo da primeira guerra dos farrapos, foi importante a presença das forças revolucionárias. Bento Gonçalves tinha ficado em Viamão com menos de 600 homens, pressionados por tropas caramurus saídas de Porto alegre. Resolveu manobrar sua retirada. Em 10/12/1840, saiu de Viamão com seus revolucionários, levando quatro peças de artilharia e 2000 cavalos. Sua primeira intensão foi subir a serra do Maquiné (hoje serra do Umbú) para unir-se a Canabarro, e por isso marchou na direção da freguesia da Serra (Conceição do Arroio, hoje Osório) Ao perceber que o trajeto estava interceptado, virou a direção para leste e atravessou o rio Tramandaí no passo da lagoa. Aí no dia 12 perdeu 4 homens afogados e 150 cavalos.
            Prosseguiu para o norte pela estrada do campo. Parece que havia o projeto de dobrar a esquerda entre a Lagoa dos Quadros (naquele tempo ainda chamada lagoa do Inácio) e a da Itapeva, para escalar a serra na mesma picada de Três Forquilhas, por um mês antes Canabarro havia subido. Como tal não fosse viável, porque o legalista Maj. Rodrigo Antônio da Silva já controlava a passagem da Terra de Areia, Bento Gonçalves decidiu tentar a serra do vale do rio Mampituba.
            Começou então uma sensacional corrida entre os revolucionários e imperiais em cada lado da lagoa Itapeva. Pela via do campo, a leste marchava os farrapos, a cavalaria à frente, a artilharia e infantaria atrás. E pelo lado de dentro da lagoa, mais ou menos onde passa a BR 101 e naquele tempo apenas havia caminhos coloniais, os caramurus do Maj. Rodrigo, apressando-se para ocupar o Passo do Rio Verde e impedir a subida do general Farrapo.
            Os rebeldes foram mais ligeiros porque vinham pelo campo aberto. Numa lagoa do caminho jogaram fora seus canhões, munição e arreios excessivos, para andar mais depressa. Tomaram a estraada do Faxinal passando cerca de 5 km a oeste da localidade de Torres, e depois o caminho a beira do Mampituba, atravessaram o rio monteiro (passo do Rio Verde) e subiram a serra na picada do cavalinho, nas escabrosas veredas perderam de 500 a 1000 animais, depois  recolhidos pelos inimigos, bem como cerca de metade da tropa, de 200 a 300 homens debandados e caídos em poder dos perseguidores. Os legalistas chegaram ao passo do Rio Verde com a diferença de poucas horas e não puderam evitar a retirada de Bento.
            Este episódio deslocou a revolução para o interior da província, deixando o litoral mais tranqüilo durante os outros cinco anos que ainda durou a guerra”.
            Como se deu essa passagem? Segundo relato de alguns moradores que afirmam haver nesta mesma época, pessoas refugiadas da guerra que por aqui passaram para se esconder, fugir dos rebeldes, com medo de morrer, acabava se escondendo no meio das matas, deserdando das tropas que ora acompanhavam.
            Nas imediações da sede do município de Mampituba que fica situado a esquerda do rio Mampituba, divisa de Praia Grande santa Catarina. Segundo o historiador Gilberto Ronsani, em seu livro Praia Grande cidade dos Canyions, relata que esta comunidade tem passagens de pessoas anterior a 1830, com a travessia do rio Mampituba e pelo fato de que as pessoas vindas de outras regiões se instalavam as margens do rio Mampituba, inicialmente por Torres e posteriormente se instalavam nas comunidades do interior, por entender que esta era uma região de terras férteis e de boas pastagens para a criação de gado e matas virgens para a exploração da madeira. A povoação desta comunidade se deu pelos primeiros moradores: Moraes, Pereira, Silva, Ferreira de origem açoriana.



Participando de chá de panela da Dione filha da Neça no Rio do Meio,  neste sábado dia 15/06. Estava uma gostosura, participação dos familiares da família do Sr Elviro Selau e da família do Sebastião Machado e amigos. Parabéns as famílias.
Neste sábado dia 15/06 visitando meus amigos Sr Avani Ribeiro e Dona Nair. Construindo com eles a 2a edição do livro Mampituba e Você juntos nesta história. Só fazendo história neste município. É o que podemos deixar de legado para nossos educandos, como fonte de pesquisa e conhecimento da história oral.



sexta-feira, 14 de junho de 2013

25 ANOS DO PSDB NO RIO GRANDE DO SUL

              O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) foi fundado em 25 de junho de 1988. A decisão do nome foi adotada, de forma inusitada, numa votação na Assembléia de criação reunindo 1.178 pessoas. O PSDB é social-democrata de largo espectro.
              No cenário em que nasceu - final da década de 1980 - o PSDB já assimilou a nova postura dos partidos social-democratas em vários países. Incluindo, além das reformas sociais, o combate à desigualdade e a busca da justiça social, que são bandeiras permanentes, os temas da reforma do Estado, da necessidade de derrotar a inflação e da inserção do Brasil no mundo em transformações.
              Entre os pontos fundamentais do programa do PSDB estão a ética na política; a pregação do parlamentarismo; o compromisso com a democracia e a qualificação desta como política social, econômica e participativa; as descentralizações das políticas sociais e o controle da sociedade sobre o Estado.
O PSDB no Rio Grande do Sul
              Na fundação nacional do PSDB já participaram algumas lideranças gaúchas. Assinaram a ata oficial de fundação do partido o então senador José Paulo Bisol; os deputados federais Vicente Bogo e Hermes Zanetti; a deputada estadual Ecléa Fernandes, o ex-deputado João Gilberto Lucas Coelho e o então presidente da Confederação dos Professores do Brasil (CPB), Tomaz Wonghon.
              Atualmente permanecem filiados Vicente Bogo e Tomaz Wonghon.
Já nas eleições municipais de 1988, ano de sua fundação nacional, o PSDB gaúcho elegeu o prefeito de Taquari, Celso Martins, além de vereadores em vários municípios.
Em 1990 e 1994 o PSDB gaúcho participou de coligações vitoriosas para o Governo do Estado, elegendo o Vice-Governador João Gilberto (1991-95) e Vicente Bogo (1995-99). Foram eleitos deputados federais pelo partido Jorge Uequed, Rui Nedel, Adroaldo Streck e Ezidio Pinheiro. Paulo Vidal foi eleito deputado estadual.
             Em 1998 o PSDB gaúcho elegeu o suplente de senador Hermes Zanetti; os deputados federais Yeda Crusius e Nelson Marchezan; e os deputados estaduais Adilson Troca e Jorge Gobbi.
             Em 2002, o partido elegeu os deputados estaduais Paulo Brum, Ruy Pauletti e Sanchotene Felice, além de reeleger a deputada Federal Yeda Crusius.
             Em 2006 foi o ano histórico para o PSDB gaúcho. A grande vitória da Governadora Yeda Crusius foi contemplada com a maior bancada na Assembleia Legislativa. Foram eleitos deputados estaduais Adilson Troca, Coffy Rodrigues, Jorge Gobbi, Nelson Marchezan, Paulo Brum, Pedro Pereira e Zilá Breintenbach. Para a Câmara Federal foi reeleito Júlio Redecker e Ruy Pauletti. Com o falecimento de Redecker em julho de 2007, assumiu o deputado federal Cláudio Diaz.
             Em 2010, o partido elegeu para a Câmara Federal o deputado Nelson Marchezan Júnior e para a Assembléia Legislativa reelegeu Adilson Troca, Pedro Pereira e Zilá Breitenbach, além de eleger as jovens lideranças Lucas Redecker e Jorge Pozzobom.
             Recentemente Elisabete Felice assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa.
             O PSDB tem hoje mais de 88 mil filiados no Rio Grande do Sul.
             Em 2012 elegeu 21 prefeitos, 25 vices-prefeitos e 253 vereadores.
Em abril de 2013 realizou a sua Convenção Estadual, renovando seu diretório Estadual elegendo Dep. Adilson Troca como presidente.
             Em maio de 2013 a Convenção Nacional realizada em Brasília elegeu Sen. Aécio Neves como presidente.
O Tucano
Em abril de 1988, numa das reuniões preparatórias da formação do PSDB em Brasília, a representação de Minas Gerais propôs que houvesse um símbolo para simplificar a identificação do partido e facilitar sua comunicação. O símbolo sugerido pelos mineiros foi um tucano.
Após acalorada discussão, a proposta foi aprovada pela evidência das razões apresentadas. A figura do tucano tem três importantes significações:
1.       O tucano de peito amarelo lembra a cor da campanha das eleições diretas. O amarelo era a cor símbolo da luta pela redemocratização do Brasil;
2.       O tucano é um dos símbolos do movimento ecológico e da defesa do meio ambiente;
3.       É uma ave brasileira, característica importante para indicar nossa preocupação com as realidades nacionais de nossa terra e de nossa gente.
              A figura do tucano tornou-se o símbolo e a marca do partido. Passou a ser intensamente utilizada nas campanhas de comunicação. E os resultados amplamente positivos de sua utilização. Atestados por pesquisas de opinião pública, confirmam o acerto da decisão tomada.